Arquivo da categoria ‘Uncategorized’

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Ser jornalista é…

24/09/2009

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…desagradar a gregos e troianos.

Palmeirenses e corintianos.

Cariocas e paulistas.

Nortistas e sulistas.

Católicos e evangélicos.

Árabes e judeus.

São-paulinos e santistas.

Petistas e tucanos.

Lulistas e serristas.

Tricolores e rubronegros.

Gremistas e colorados.

Ser jornalista é não querer agradar ninguém.

Os do Galo e os do Cruzeiro.

Ser jornalista é ser solitário.

Ser jornalista é ser oposição, porque o resto é armazém de secos e molhados, como já ensinou mestre Millôr Fernandes.

Que ensinou, também: “Quem se curva diante dos poderosos, mostra o traseiro aos oprimidos”.

Ser jornalista é discutir tudo, até, e, hoje em dia, principalmente, sentenças judiciais, tamanhos são os absurdos.

Ser jornalista é não querer agradar ninguém e não se curvar ao dinheirismo.

Ser jornalista é querer melhorar a esquina de sua rua, sua cidade, seu país, o mundo!

Profissãozinha desgraçada, hein?

Por Juca Kfouri às 13h14

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Retrato falado, by O Livreiro

20/08/2009

imagem_livro_crBoas ideias precisam ser divulgadas. Através do Let’s blogar 2.0 cheguei até o Ideia Fixa e adorei a iniciativa do site O Livreiro. Sabe aquele personagem, daquele último livro que você leu? Pois é, como seria bom visualizar no papel o retrato mental que criamos a partir da leitura, não é mesmo?.

É essa a proposta do site ao chamar as pessoas para fazer um retrato falado dos personagens dos seus livros favoritos. Confira o trabalho do retratista é Yoshi Kawasaki segundo a descrição realizada por Arnaldo Branco.

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Google lança canal no YouTube para “ensinar” jornalismo

12/08/2009

O Google acaba de anunciar o lançamento do Reporters Center, canal no YouTube que ensina técnicas para a produção de notícias. O objetivo da empresa é ajudar pessoas comuns a produzir conteúdo com qualidade jornalística.

O canal reúne vídeos de jornalistas experientes, de veículos como Washington Post, Associated Press, Bloomberg e The New York Times. Os profissionais ensinam sobre ética, como fazer uma entrevista, produzir um vídeo e checar informações.

O canal já conta com mais de 30 vídeos, todos em inglês. Além de técnicas básicas do jornalismo, os vídeos ensinam como produzir vídeos pelo celular e aumentar a audiência de conteúdos postados no YouTube.

Fonte: Comunique-se

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Going Google

04/08/2009

Uma marca forte nem precisa de arte.

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O Google está apostando na propaganda offline, novamente. Em maio, a empresa promoveu o seu navegador Chrome e, agora, lança a ação Go Google para dar suporte ao pacote Google Enterprise, concorrente da plataforma Microsoft Office por meio de quatro outdoors localizados em áreas urbanas de grande tráfego em Boston, Chicago e San Francisco.

As peças trazem mensagens muito simples e diretas, como a da foto (“Dia 1: Acabei de ler sobre mudar para o Google. Quero saber mais”). A cada dia da semana a mensagem será alterada, durante um período de um mês, de modo a narrar o processo pelo qual uma pessoa muda do concorrente para o serviço Enterprise. No roteiro, está o aprendizado sobre a plataforma, a decepção com o software dos rivais e a satisfação final por ter “Estar indo para o Google (Going Google)”. A campanha foi desenvolvida internamente no Google e serve como chamariz para o site do aplicativo.

Matéria extraída da M&M, com informações do Adweek.

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Conteúdo cidadão e a finalidade do diploma de jornalista

03/08/2009

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspende a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão tem dividido opiniões – aliás algumas muito calorosas.

Como jornalista sinto que pegaram o meu diploma e o jogaram no lixo. Não vou disfarçar a frustação, mas, também, vamos ser realistas: fico mais decepcionada ao encontrar tantos colegas de profissão despreparados para o cumprimento do ofício.

Quando menciono o despreparo, estou falando daqueles que lotam as faculdades particulares espalhadas pelo Brasil, se formam de qualquer maneira (aliás, pagam muito caro e dificilmente serão testados e preparados da forma como deveriam ser), depois ganham o diploma e acham que estão prontos para informar a “verdade” e prestar um grande serviço à sociedade.

Não tenho vergonha de falar. Estudei em uma dessas faculdades e considero que o meu maior aprendizado, durante os quatro anos de estudo, foi com a prática e não com a teoria. Tive bons professores, outros nem tanto e alguns péssimos. Lá aprendi que quem faz a “escola” é o aluno e tive mais certeza disso, quando comecei a frequentar  a Universidade de Brasília – UnB e percebi que na universidade a teoria ganhava de 10 a 0 , mas a possibilidade de estudar e trabalhar era praticamente inexistente. Por isso, optei pela faculdade paga e não me arrependo da escolha.

Não saí de lá jornalista. Tive que aprender a escrever bem na “marra”. Ainda tenho as minhas deficiências – escrevo e falo muito (o meu perfil está aí para provar). Então a pergunta que não quer calar: eu precisava desses quatro anos para saber o que eu faço hoje?

Adoro a internet, sou fascinada pelas redes do Social Media e todos os dias encontro pessoas que não são jornalistas, mas, mesmo assim, sabem escrever e o mais importante: sabem por que estão escrevendo.

Já ouviram falar da Garota sem Fio? Ela é dentista, apaixonada por tecnologia, possui um blog, é  consultora em tecnologia móvel, dentista homecare e ainda é comentarista na rádio CBN, em Curitiba. Fala sério, ela é ou não tão jornalista quanto eu?

Eu acho que essa pergunta responde a minha primeira pergunta…

 Os meus quatro anos de faculdade foram válidos e o meu diploma não é aquele papel que apresento toda vez que vou fazer uma pós. O meu diploma é o meu conhecimento e a minha vontade de estudar e compartilhar.

O grande erro do STF não foi transformá-lo em papel de “jornal com data de ontem”, mas, sim, em confundir liberdade de expressão com exercício profissional.

O mundo está cada vez mais conectado, a informação é cada vez mais colaborativa e a mobilidade social transforma, dia-a-dia, conhecimento em inteligência. Definitivamente a liberdade de expressão nunca foi tão presente e democrática e o exercício dessa democracia é para todos.

Mas não são todos que se destacam e realmente sabem como transmitir algo relevante. O nosso grande desafio continua sendo saber filtrar e para isso ainda não existe diploma.

Para finalizar a conversa!

Clóvis Rossi escreveu sobre o assunto: ”não há faculdade no mundo capaz de preparar quem quer que seja para a miríade de temas que a profissão coloca na pauta dos jornalistas”. Segundo ele, a ética pode ser aprendida em qualquer faculdade. “Seria prepotência demais dos professores de jornalismo – e dos jornalistas – achar que detêm o monopólio da ética”, completa.