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Publicidade: hábitos do consumidor jovem

11/12/2008

A pesquisa “Novos Consumidores 2″, realizada pelo Núcleo Jovem da Editora Abril, aponta o pop-up como o formato com pior índice NC. Você já ouviu falar neste índice? Não, então preste atenção:

NC = Novos Consumidores.
Bem óbvio, né? Ele foi criado para apontar como os jovens percebem as mídias levando em consideração os resultados quantitativos e qualitativos da pesquisa.
O NC Negativo vai de -100 a -20; e no
NC Neutro a pontuação varia de -20 a 20.

Na pesquisa o pop-up (a janela que abre ao visitar uma página web)
atingiu -81 pontos, seguido dos panfletos, com -57, e faixa na rua, com -53.

Entre os formatos com NC Positivo, o preferido pelos jovens foi eventos, com 66 de índice, seguido dos comerciais de TV de 30 segundos, com 55, e advergames customizados, com 48. Dentro do NC Neutro as que mais se aproximam dos índices positivos são Busdoor, com 19 pontos, e Outdoor, com 18.

O estudo é bem interessante, pois leva em consideração a relação dos jovens com espaços e formatos publicitários diversificados (impresso, eletrônico e binário). Levando-se em conta que muitos jovens preferem a internet à TV, ao jornal e às revistas, a pesquisa mostra o que garotos e garotas, de 13 a 24 anos, gostam e não gostam nos meios publicitários e mais uma vez a internet está no topo dos mais admirados e odiados…

Sobre esse assunto vale escutar o podcast do Podecrer (Webinsider). A edição 22 do Podcrer revela que o público que acessa a internet é maior do que as pesquisas indicam. O que isso implica em relação ao aumento de verbas de publicidade? Mudanças nos hábitos do consumidor.

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Observatório de Publicidade em Tecnologias Digitais

29/11/2008

Essa é a proposta da Propeg, uma agência da Bahia, que em parceria com Universidade Federal do Estado (UFBA) criou um laboratório com o objetivo de desvendar o que há de mais inovador na comunicação publicitária no ambiente da web.

O idealizador do projeto é Alexandre Augusto, vice-presidente da agência baiana. Segundo ele, a idéia surgiu após assistir à palestra Inovação e Ruptura, apresentada por Clayton Christensen, professor da Harvard Business School e conhecido em todo o mundo por seu trabalho na área de inovação. Ele é autor de um artigo – “Uma hora a casa cai” – publicado pelo Meio & Mensagem em fevereiro deste ano.

Sobre Clayton Christensen, um breve perfil por Clemente Nobrega, do blog Idéias e Inovação

Clayton Christensen…..

é um pesquisador relativamente novo no mundo da gestão.Seu primeiro livro é de 1997 e o segundo de 2003 .Considero-o o Isaac Newton do mundo da gestão.
Uma pequena digressão pessoal: ao tomar conhecimento de seu trabalho me vi com aquela sensação de:”era isso que eu queria dizer esse tempo todo!”. Foi ele que me fez perceber que minha ênfase na “empresa quântica” estava meio fora de perspectiva. No mundo das empresas há sim forças precisas que produzem efeitos previsíveis. Há relações de causa e efeito que podem ser entendidas, explicitadas e gerenciadas.
Claro que há: se não houvesse, gestão não seria a maior inovação do séculoXX (Peter Drucker).
No mundo das empresas (em geral)o quântico ainda é newtoniano. É christenseniano se você quiser.
Christensen começou sua pesquisa depois de uma experiência não muito bem sucedida como empreendedor. Como presidente de uma empresa que atendia ao setor de minicomputadores (na crista da onda na época) ele presenciou várias vezes o mesmo padrão de acontecimentos: gestores que recebiam aplauso geral por sua competência e inventividade quando suas empresas floresciam, serem chamados de estúpidos e relaxados quando, logo em seguida, elas fracassavam. Ele nunca aceitou a tese do “gestor estúpido” e se propôs a descobrir por que pessoas inteligentes, criativas e empreendedoras, tomavam decisões que levavam ao fracasso. Sua inspiração maior foi uma ex “jóia da coroa” do mundo empresarial -a Digital Equipment Corporation que naufragou em 1988 [depois de ter sido endeusada por todas as publicações especializadas em management ]. Alguma dinâmica- algum conjunto de forças- estava por trás. O que seria? O que Christensen desvendou foi essa dinâmica. Seu trabalho é de uma elegância e consistência raríssimos no mundo das empresas. Ele estabeleceu o que para mim é a melhor e mais robusta moldura para quem estuda management.

Fonte: meio&mensagem