Li um post no blog Conraditorium, de Carlos Cardoso, e identifiquei várias pessoas da minha convivência diária que vivem muito bem sem Google, MSN e e-mail… O post é ”O Google e os Invisíveis“, que fala sobre “as pessoas que não existem” nas ferramentas de busca. Para ele, “vai por terra a idéia de que a Internet é, de alguma forma, representativa da sociedade. Ela no máximo representa um grupo pequeno e distorcido, e com muito pouco esforço é possível existir completamente à margem dela”, escreve Cardoso.
Eu não diria que é um grupo pequeno e distorcido, mas, com certeza, é possível “existir completamente à margem dela”.
Recentemente tive uma experiência com um tio, que mora no interior de Minas Gerais, e nunca usou um computador. Aposentado há 20 anos, ficou impressionado ao ver seu nome no Google. “Mas como isso é possível?”, questionou com cara de espanto diante do computador que comprou, recentemente, para a neta de 7 anos. Aliás, é ela quem comanda a máquina e o Skype quando alguém da família quer falar com eles, via web.
Com certeza, a minha prima de 7 anos não existe no Google (já procurei o nome dela), mas a baixinha já sabe mexer em muita coisa… Até que ponto ela não existe na web? Mesmo não tendo o nome no Google, os seus rastros digitais estão sendo monitorados por alguém, não é mesmo?
Sobre o Google, segue outro post que merecem leitura e crítica: O Google tem que morrer.

